Show de Zezé di Camargo em Marabá gera polêmica após público acusar dublagem em apresentação contratada por R$ 1 milhão.
O show da virada de ano em Marabá, no Pará, terminou envolto em polêmica e insatisfação popular. A principal atração da noite, Zezé di Camargo, contratado por um cachê estimado em R$ 1 milhão, foi alvo de duras críticas após parte do público afirmar que o cantor teria dublado músicas durante a apresentação.
Desde os primeiros minutos do espetáculo, espectadores começaram a comentar que algo não parecia normal. Segundo relatos, a voz ouvida no sistema de som soava antiga, excessivamente limpa e sem variações típicas de uma performance ao vivo, levantando a suspeita de que o áudio estaria pré-gravado.
De acordo com quem acompanhava o show de perto, apenas as falas entre uma música e outra, além de respirações e pausas, pareciam ocorrer em tempo real. As canções, especialmente as mais antigas do repertório, teriam sido executadas com apoio de playback.
A percepção rapidamente se espalhou entre o público presente e também nas redes sociais, transformando a apresentação em um dos assuntos mais comentados da noite da virada na cidade.
Revolta do público e transmissão interrompida

A reação foi imediata. Durante o show, expressões como “pura enganação”, “farsa” e “desrespeito com o público” passaram a ser repetidas tanto no local quanto nas redes sociais. Para muitos, o alto valor pago pelo show aumentou ainda mais a frustração com a suposta falta de entrega artística.
A estimativa é de que cerca de 10 mil pessoas tenham comparecido ao evento, número considerado abaixo do esperado pela própria Prefeitura de Marabá para a principal atração do Réveillon. A expectativa era de um público maior, justamente pelo nome de peso anunciado.
A polêmica ganhou ainda mais força quando a Prefeitura de Marabá retirou do ar a transmissão ao vivo do show antes mesmo do término da primeira música. A interrupção inesperada levantou suspeitas e alimentou ainda mais as críticas.
Nos comentários da live interrompida, internautas afirmaram que a dublagem ficava ainda mais evidente na transmissão digital, onde o sincronismo entre voz e imagem teria apresentado falhas perceptíveis.
Até o momento, não houve um posicionamento oficial do cantor ou da equipe sobre as acusações. A prefeitura também não esclareceu publicamente os motivos da interrupção da transmissão nem respondeu às críticas sobre a contratação.
O episódio reacende o debate sobre transparência em contratos públicos, expectativa do público em grandes eventos e o uso de recursos técnicos em apresentações ao vivo. Para muitos presentes, a sensação foi de frustração diante de um show milionário que não entregou a experiência esperada para a virada do ano.
