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Victor Chaves nega que tenha agredido sua esposa

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O cantor Victor Chaves, da dupla Victor e Leo, negou neste domingo (26) ter agredido a mulher, Poliana Bagatini.

“Absolutamente, eu nunca agredi ninguém na minha vida.” Foi a primeira vez que ele falou sobre o caso, que teve reviravoltas e novas versões desde que veio à tona, na sexta-feira. Muitas dúvidas ainda estão no ar. Victor é jurado do programa ‘The Voice Kids‘, da TV Globo. Na edição deste domingo, o apresentador André Marques anunciou que o cantor pediu para sair do programa.
A entrevista de Victor foi no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, no fim da tarde. O cantor Victor estava com a mulher, Poliana, a filha do casal e os pais dela num hangar particular. O cantor pediu que fossem registradas apenas imagens da família de costas. Disse que era para preservá-los.

“A única coisa que eu posso dizer é que a minha família é meu bem maior e que toda a minha postura sempre foi de preservar a família. Eu vou continuar fazendo isso. Toda essa exposição me pegou de surpresa. Eu jamais agrediria alguém na minha vida, muito menos minha esposa, que está grávida do João. A minha postura vai ser continuar preservando a família e me preservando de toda uma exposição altamente negativa e com a qual eu vou lidar em recolhimento com a minha família.” (Victor Chaves)

A queixa na polícia
Na sexta-feira, Poliana, que está grávida, procurou uma delegacia para registrar queixa contra Victor. De acordo com o boletim de ocorrência, Poliana disse que foi agredida pelo marido por motivos fúteis, que foi jogada no chão e recebeu vários chutes. Afirmou que depois das agressões foi impedida de sair do local por um segurança e pela irmã de Victor.
Ainda segundo o boletim, Poliana declarou que uma vizinha ouviu os pedidos dela e chamou o elevador para que conseguisse deixar o prédio. A mulher do cantor afirmou no boletim que, enquanto estava na delegacia, continuava recebendo ameaças da irmã de Victor, por mensagens eletrônicas.
Segundo a Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais, ainda na sexta-feira (24), Poliana seguiu as orientações dos policiais e foi para a Delegacia de Mulheres, mas não quis esperar para prestar depoimento nem fazer exame de corpo de delito.
Ela não explicou por que não fez esse exame para comprovar o que tinha afirmado no boletim de ocorrência.
No sábado (25), ela mudou de ideia. Poliana Chaves voltou à Delegacia de Mulheres. Foi ouvida e encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde fez o exame de corpo de delito. Mas os resultados não foram divulgados.

A versão da mãe de Victor
A mãe de Victor também prestou queixa na polícia e deu outra versão. No boletim de ocorrência, registrado na sexta-feira, Marisa Chaves, de 65 anos, disse que, por volta das 11h30, Poliana tocou a campainha e, quando a irmã de Victor atendeu a porta, a nora entrou no apartamento dela transtornada e, de forma agressiva, fez ameaças, falou palavrões e quebrou vários objetos.
Marisa afirmou aos policiais que tentava acalmar Poliana, quando Victor chegou ao apartamento, e que Poliana disse que iria buscar a filha de um ano para irem embora. Segundo Marisa Chaves, diante da ameaça feita por Poliana, Victor segurou o braço dela, e pediu que se acalmasse.
Marisa afirmou que Poliana se atirou no chão chorando e se debatendo e que, depois, acompanhou Poliana até o apartamento dela, porque temia que a nora fizesse uma besteira. E que Poliana pegou a filha, desceu as escadas e entrou na casa de uma vizinha.
Neste domingo, no perfil de uma rede social, a mulher de Victor publicou uma carta. Poliana Chaves afirmou que houve um grande desentendimento familiar que a abalou profundamente. Disse que não tem parentes nem amigos em Belo Horizonte, que teve uma discussão com a sogra e que Victor não a apoiou e tentou contê-la. E achou que na polícia se sentiria amparada.
Afirmou que em momento algum considerou que tivesse ocorrido qualquer crime, principalmente praticado por Victor e que, por isso, disse à policia que não tinha interesse na apuração do caso.
Na carta, Poliana afirmou que o marido não a machucou e nunca a machucaria, que ela fez o exame no IML para comprovar a inexistência de qualquer lesão e que, apesar do transtorno e da repercussão do caso, ela e o bebê estão bem.

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