Rússia atualizou a taxa de exportação do trigo para 370,1 rublos por tonelada, enquanto milho e cevada seguem isentos.
Siga o Movimento Country no Google News e receba as principais notícias do sertanejo
Seguir no GoogleA Rússia voltou a alterar a tarifa de exportação do trigo após 11 semanas de estabilidade no mecanismo de imposto flutuante usado pelo país.
Trigo russo passará a ter taxa de 370,1 rublos por tonelada a partir de 8 de julho, segundo informou o Ministério da Agricultura da Rússia.
A nova cobrança será válida até 15 de julho e marca a primeira mudança no imposto sobre o cereal depois de quase três meses sem alteração.
Milho e cevada, por outro lado, continuam livres de tarifas alfandegárias. Os embarques dessas duas commodities agrícolas seguem isentos desde 15 de abril.
A decisão mantém a diferença de tratamento entre os principais grãos exportados pelo país, em um momento de atenção do mercado internacional aos preços de referência.
Segundo o ministério, o cálculo da nova tarifa considerou o trigo a US$ 239,4 por tonelada, acima dos US$ 233,8 usados no período anterior.
Trigo russo volta a ser tarifado pelo imposto flutuante
Para a cevada, o preço indicativo ficou em US$ 218,3 por tonelada. Já o milho teve referência de US$ 230,3 por tonelada.
O sistema russo de impostos sobre exportações agrícolas é atualizado semanalmente e leva em conta os preços internacionais das commodities.
A lógica do mecanismo é ajustar a cobrança conforme as cotações externas, buscando controlar a oferta interna e reduzir pressões sobre os preços domésticos.
A Rússia adotou o atual modelo de taxação variável sobre exportações de trigo em 2021, em meio à preocupação com a alta dos alimentos no mercado interno.
Desde então, o valor da tarifa passou a ser revisado regularmente pelo governo, de acordo com os preços de referência definidos pelas autoridades russas.
A retomada da cobrança sobre o trigo ocorre em um cenário em que o cereal segue sendo uma das commodities mais acompanhadas no comércio global.
Como a Rússia está entre os maiores exportadores mundiais de trigo, qualquer alteração em sua política tarifária tende a ser observada por compradores, tradings e países dependentes de importação.
Mesmo com a mudança, milho e cevada permanecem sem cobrança, o que pode manter competitivos os embarques desses produtos no curto prazo.
Trigo russo volta a ter tarifa de exportação após 11 semanas, enquanto milho e cevada seguem isentos e o mercado acompanha os próximos ajustes do imposto flutuante da Rússia.
