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Paula Fernandes prepara turnê nacional para divulgar novo disco

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Como se fazendo jus ao título do seu novo disco, \”Meus encantos\”, Paula Fernandes acaricia a cabeça de Fada, o mais bonito e também o mais arisco dos 17 pôneis que circulam pelo Terra de Gigantes, um haras vizinho ao seu sítio, dentro de um condomínio nos arredores de Belo Horizonte.
O animal fica sossegado por alguns minutos, enquanto a cantora de 28 anos, virginiana, ascendente em capricórnio, posa com ele. Depois, o pônei volta a ficar inquieto e sai galopando pelo terreno.

— Adoro animais e quero ter uma vaquinha de leite e talvez um cavalo no meu sítio, mas ainda está tudo em obras, eu me mudei para cá há pouco tempo, menos de dois meses — diz ela, sentada num sofá na sala do vizinho, um veterinário, enquanto ajeita os longos cabelos cacheados.
Aos 18 anos, porém, ela chegou a pensar em parar de cantar — na época, já tinha dois discos independentes lançados. Morando em Belo Horizonte, resolveu entrar para uma faculdade, chegando a cursar Geografia na PUC.

— Nossa, não sei onde eu andava com a cabeça. Estava aflita, querendo fazer faculdade de qualquer maneira e achava que Geografia tinha a ver com meu gosto pelo campo, pela terra, mas logo eu estava cantando em bares para pagar o curso e confirmando que a música era mesmo a minha paixão.
Em vez de geografia, o resto foi história. Incentivada pelo músico e produtor Marcus Viana, Paula gravou uma versão de \”Ave Maria\”, de Schubert, que foi parar na trilha sonora da novela \”América\”, exibida pela Globo em 2005. No mesmo ano, gravou seu terceiro CD, \”Canções do vento sul\”, com a participação do grupo Sagrado Coração da Terra (do próprio Viana) e do cantor Sérgio Reis. Não parou mais.

— A Paula é cantora, instrumentista e autora. E excelente nesses três campos. São as características de uma artista completa — afirma Viana. — Além do mais, ela tem uma pegada bastante original no violão, que poucos conseguem repetir. Ela me lembra muito a Joni Mitchell.

— Ela é muito talentosa. Estive com ela em estúdio apenas uma vez, mas fiquei impressionado com a rapidez com que gravamos, de primeira, sem erro algum — conta o violonista Almir Sater, que gravou com Paula a música \”Jeito de mato\”, incluída no disco \”Pássaro de fogo\”, lançado por ela em 2009.
Hoje contratada da gravadora Universal, a \”cantora, instrumentista e autora\” comanda uma equipe de 50 pessoas, entre assessores, músicos, técnicos de som.

— Desses 50, só três são mulheres, o resto é tudo homem, mas eles nos respeitam direitinho — brinca, dizendo ser \”uma microempresária de si mesma\”.
É com esse time na retaguarda que ela viaja pelo país, agora se preparando para divulgar \”Meus encantos\”, que tem participações de Zé Ramalho, do astro colombiano Juanes e da cantora americana Taylor Swift. O disco chega às lojas no próximo dia 29, mas seu primeiro single, \”Eu sem você\”, foi lançado no iTunes no fim de abril.

— Não diria que é um disco de rupturas, mas sim de consolidação, de continuidade. Não mudei meu estilo, nem me senti pressionada a repetir o desempenho de vendas do disco ao vivo. Este disco novo apenas retrata a minha fase, o meu momento. As novidades que ele traz são bem sutis, uma orquestração aqui, um toque eletrônico ali, bem discreto, como na própria faixa-título, na qual rola uma viagem sonora.

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