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Gusttavo Lima é perseguido pela Justiça e pode ter show de R$ 800 mil cancelado

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Show de R$ 800 mil do Gusttavo Lima pode ser cancelado (Foto: Augustto Albuquerque)
Show de R$ 800 mil do Gusttavo Lima pode ser cancelado (Foto: Augustto Albuquerque)

Um show do cantor sertanejo Gusttavo Lima em uma cidade no interior de Roraima está sendo alvo de investigações por causa de cachê de R$ 800 mil

Mais um capítulo da CPI do Sertanejo está entre nós. Após uma onda de cancelamento de shows, investigações da Justiça e polêmicas, Gusttavo Lima voltou a ser alvo do Ministério Público, dessa vez por causa de um show com cachê de R$ 800 mil na cidade de São Luiz, em Roraima.

Ostentando o maior cachê sertanejo da atualidade, Gusttavo Lima fechou um contrato com a prefeitura da cidade para um show em dezembro. O valor do cachê, de R$ 800 mil, preocupa o Ministério Público de Roraima, já que o PIB do município de 8 mil habitantes é o segundo menor do estado.

Além do cantor sertanejo, estão previstos shows de César Menotti e Fabiano (R$ 150 mil) e Solange Almeida (R$ 108 mil), o que dá o total de R$ 1,05 milhão em gastos da prefeitura apenas com os cachês dos cantores.

Segundo informações do g1, o promotor Joaquim Eduardo dos Santos relata que o gasto da prefeitura com o valor milionário “não trará qualquer benefício à população, pelo contrário, o município terá a situação financeira agravada ainda mais e os serviços básicos serão privados de uma verba que poderia ajudar a melhoria da situação da população.”

O prefeito de São Luiz, por sua vez, defende a contratação de Gusttavo Lima e os outros sertanejos e destaca o fluxo econômico e turismo que as atrações trarão para a cidade, especialmente nos restaurantes, bares, lanchonetes, hotéis e vendedores autônomos.

Por outro lado, o Ministério Público diz que a cidade tem melhorias para serem feitas na saúde e abastecimento de água, e que os gastos exorbitantes com o evento poderiam ser usados em outras áreas. A solicitação de cancelamento foi enviada à Justiça e deve ser analisada nas próximas semanas.

Gusttavo Lima e sua equipe não se pronunciaram sobre o assunto.

Agenda do cantor de 2022 foi vendida por uma fortuna

(Foto: Reprodução/Spotify)
(Foto: Reprodução/Spotify)

A empresa For Even está sendo investigada por supostamente usar dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) para financiar os shows do cantor sertanejo. Em nota, o banco esclareceu que é cotista do Fundo de Crédito denominado XP MPME I FIC FIDC (“FIC FIDC XP”). Participam do fundo, como gestora a XP, e como fintechs a One7 e a Acqio, e não há outro fundo que envolva qualquer uma dessas instituições que conte com a participação do BNDES.

A instituição também informou que a empresa do cantor sertanejo, a Balada Eventos e Produções, contratou seus empréstimos em novembro de 2018 e março de 2019 para financiar a compra de um ônibus. No entanto, o fundo de investimento teria pagado cerca de R$520 mil por cada apresentação do cantor, que estariam sendo negociadas na maioria das vezes pelo dobro do preço pago para o cantor.

Só nas últimas semanas, foram divulgados cachês de R$ 1 milhão, R$ 800 mil, R$ 704 mil e até R$ 1,2 milhão para o cantor sertanejo em prefeituras do interior, todos acima do valor acordado com o fundo de investimentos no momento da compra.

O Movimento Country apurou também que algumas empresas que são responsáveis por vender o show do sertanejo estariam impossibilitadas de fazer a negociação com prefeituras, por irregularidades e débitos com a Receita Federal. Procurada pelo Movimento Country, a assessoria de imprensa de Gusttavo Lima não se manifestou sobre as investigações da chamada CPI do Sertanejo.