Equipe de Gusttavo Lima rebate críticas após revelação de investimento milionário em rádios

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O cantor sertanejo Gusttavo Lima gasta mais de R$ 1,2 milhão por mês para manter sua música entre as mais tocadas nas rádios de todo o Brasil

Há uma polêmica muito grande quando se fala no tal “jabá”, que artistas são obrigados à pagar para emissoras de rádio para que a sua música possa entrar na programação. Este pagamento é feito para rádios grandes e pequenas, na capital e no interior do Brasil principalmente pelos artistas que estão na lista dos maiores cachês sertanejos da atualidade.

O Movimento Country revelou em matéria exclusiva publicada nesta segunda-feira (15), que o “EmbaixadorGusttavo Lima, que mantém sua agenda lotada, gasta em média R$1,2 por mês para manter as suas músicas tocando nas rádios de todo o Brasil e se mantar no top 10 das emissoras.

Não é a primeira vez que o marido de Andressa Suita se envolve em polêmicas. Apoiador assumido do presidente Jair Bolsonaro, Gusttavo Lima passou a ser alvo da “CPI do Sertanejo”, após ser revelado diversas irregularidades na contratação dos seus shows.

Por se tratar de uma concessão pública de serviço de radiodifusão, a prática de jabá é proibida por lei é pode ter pena de até 2 anos de cadeia. A prática foi criminalizada em 2006 pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados do Brasil, estabelecendo penas que variam de multa a detenção de um a dois anos, além da cassação da emissora que receber o dinheiro para colocar uma música no ar.

No entanto, para mascarar a prática ilegal, emissoras de rádio faturam alto com supostas inserções comerciais na rádio, uma forma de mascarar o dinheiro recebido para tocar a música dos artistas nas rádios. Além de Gusttavo Lima, artistas como Zé Neto e Cristiano, Maiara e Maraisa e Gustavo Mioto também estão na lista dos pagadores de jabá, que muitas vezes é bancado pelo escritório do artista ou pela própria gravadora.

Equipe de Gusttavo Lima rebate acusações

(Foto: Augustto Albuquerque)
(Foto: Augustto Albuquerque)

Conforme explicamos anteriormente, as emissoras de rádio começaram a mascarar a cobrança de “jabá” fazendo contratos milionários de supostas inserções comerciais e cobrando por promoções, para desta forma escapar dos olhos da justiça.

Indianara Pereira, gestora de Marketing da equipe de Gusttavo Lima, rebateu a matéria e mostrou total desconhecimento da lei que está em vigor desde 2006, e confirmou no Instagram pessoal do CEO do Movimento Country que a prática realmente existe.

Ela tratou de defender o artista e rebater a matéria: “E desde quando rádio trabalha de graça? Rádio é uma empresa como outra qualquer, e eles simplesmente cobram por inserções. Seja brindes para sortear para ouvintes ou cobram pelo espaço musical mesmo. Afinal de contas, rádios também tem funcionários CLT. Paga salário, férias, luz, água do local. Justo né? Tudo feito dentro da lei, inclusive exigimos nota fiscal pelo serviço prestado. Tudo correto, nada por debaixo dos panos”, declarou ela.

De acordo com a sua declaração, esse valor pago para as emissoras de rádio faz parte de uma estratégia para manter o artista em evidência, e não acontece mensamente confirma afirmamos na matéria: “E não existe fortuna mensalmente, existe um trabalho pontual feito estrategicamente a cada lançamento, que varia de 3 a 6 meses, dependendo do trabalho de cada artista. Esse lance de Jabá já está bem fora de moda, essa galera que garante que os artistas derramam dinheiro assim sem controle está bem por fora do que acontece no mercado, deveriam buscar informações precisas de quem está trabalhando seriamente para que tudo aconteça.