O melhor da música sertaneja

Após três anos, fotos da tanatopraxia de Cristiano Araújo são removidas da internet

0 1.594

Após três anos de luta, as fotos de Cristiano Araújo, sendo preparado para o velório, foi removido da internet.

O processo sobre o caso Cristiano Araújo já dura três anos e envolve ainda o bloqueio de “hash”, um código para evitar novos compartilhamentos. O defensor disse que ainda é preciso verificar se houve o bloqueio do código.

Receba as últimas notícias sertanejas pelo seu Messenger

“Temos duas vitórias: a remoção dos links e a decisão válida para o bloqueio de ‘hash’, que está válida e não tem efeito suspensivo. Faremos a análise técnica para confirmar o cumprimento do bloqueio”, afirmou o advogado.

Siga o Movimento Country no Spotify para ouvir os últimos lançamentos sertanejos

O acidente que matou o cantor e a namorada, Allana Moraes, ocorreu em 24 de junho de 2015, na BR-153, em Morrinhos. O acidente aconteceu quando o sertanejo voltava para Goiânia após um show em Itumbiara, no sul do estado. Além dos namorados, também estavam no veículo o motorista, Ronaldo Miranda, e o empresário Victor Leonardo. Os dois últimos ficaram feridos, mas deixaram o hospital dias depois.

Logo após a morte do cantor, fotos e vídeos que mostravam a preparação do corpo do cantor para o velório foram disseminadas nas redes sociais. Técnicos registraram as imagens durante a tanatopraxia, procedimento que consiste na retirada dos fluídos do corpo para o enterro.

Os envolvidos foram denunciados e respondem a processo pelo crime de vilipêndio de cadáver, que corre em segredo de Justiça.

Lei “Cristiano Araújo”, pune quem publicar imagens de cadáver na internet

Depois das imagens vazadas de Cristiano Araújo, Comissão de Constituição e Justiça aprovou projeto que pune, com prisão, quem reproduz imagens aviltantes de cadáver na internet e em outras mídias.

O texto aprovado tipifica, no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/1940), o crime de vilipêndio de cadáver perpetrado nos meios de comunicação.

A proposta estabelece pena de detenção de um a três anos e multa para quem reproduz, em qualquer meio de comunicação, imagens ou cenas aviltantes de cadáver ou parte dele. A pena é aumentada em um terço se o responsável pela divulgação tiver acesso às imagens por meio de sua profissão.

O relator na CCJ, deputado Fausto Pinato, do PP de São Paulo, esclareceu que o objetivo central da proposta é evitar a prática crescente de divulgação de fotos e vídeos de cadáveres na internet. Ele lembrou que o projeto foi apresentado por causa da morte do cantor Cristiano Araújo, em junho de 2015, quando imagens do corpo do artista foram divulgadas.

“O Brasil inteiro ficou chocado com a forma de exposição do corpo do Cristiano, com o desrespeito e com a impunidade que cercou esse caso. E todo esse episódio exigiu de nós a criação de leis mais duras para quem comete esse tipo de crime.

O principal objetivo, sem dúvida, é a proteção da dignidade humana e da família do vitimado”, discorreu Fausto.
No ano passado, uma determinação judicial obrigou o Google a retirar as imagens do corpo de Cristiano Araújo da rede.

 

loading...
Comentários
Loading...
})();