Polícia descobre festa clandestina com dupla sertaneja na região metropolitana de Curitiba

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Mesmo com o isolamento social decretado em função da pandemia do Coronavírus, algumas pessoas estão tentando driblar o decreto e realizar festa clandestina com dupla sertaneja

Mesmo após alguns profissionais da música sertaneja testarem positivo para a Covid-19, ainda existem algumas pessoas que insistem em descumprir as regras determinadas pela a OMS (Organização Mundial de Saúde), para evitar o contágio com demais pessoas.

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Mas na noite desta quinta-feira (18), na cidade de Colombo, região metropolitana de Curitiba, a polícia descobriu uma festa clandestina que pretendia reunir mais de 100 pessoas e ainda apresentar um show com uma dupla sertaneja que não teve o nome revelado.

A Polícia Militar do Paraná, informou que no convite da festa, a organização dizia: “É tudo nosso amanhã, máximo 100 pessoas, tem que chegar cedo. Seguindo todas as recomendações da OMS” e citava um decreto da Abrabar(Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas).

Para evitar que a festa acontecesse em plena pandemia, as equipes da prefeitura de Colombo, junto com a Polícia Militar (PM) e a Guarda Municipal (GM) foram até o estabelecimento. Com a fiscalização, o evento não aconteceu.

Isabele Vicente de Brito, da Vigilância Sanitária, disse que a equipe recebeu uma denúncia. “O evento teria música ao vivo e aglomeração de pessoas. Como chegamos no início, tinha aproximadamente 20 pessoas, mas as mesas estavam todas preparadas e tinha até anotações de reservas”.

O dono do estabelecimento tentou desviar o assunto. “Primeiro disse que iria funcionar só com espetinho, mas quando mostramos que tínhamos o convite da festa, ele confirmou que iria receber 100 pessoas“.

Por causa do evento, o estabelecimento foi interditado, mas o proprietário não se mostrou irredutível em aceitar a situação. “Pedimos para ele paralisar as atividades, por conta do nosso decreto municipal que suspende desde março eventos com aglomeração de pessoas”, explicou Isabele.

À reportagem do Portal Banda B, Cristiano Milek, o dono do estabelecimento, contou que essa já tinha sido a terceira vez que funcionava. “Essa fiscalização está corretíssima, tem que fiscalizar. Acho que devem fazer, mas tínhamos que achar um meio para podermos trabalhar. A gente só quer ter meios de poder ter dinheiro, apoio a fiscalização, mas precisamos trabalhar“, defendeu.

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Músicos denunciam precariedade nas condições de trabalhos nas lives sertanejas

(Foto: Reprodução Internet)
(Foto: Reprodução Internet)

Recentemente, o Movimento Country publicou que dois músicos da dupla Zezé Di Camargo e Luciano haviam testado positivo para a COVID-19. Segundo fontes, os dois músicos foram infectados no primeiro ensaio da live sertanejada dupla, que teve sua transmissão realizada no dia das mães, onde foi possível constatar que a live não respeitou as recomendações da Organização Mundial da Saúde. Felizmente, ambos já se recuperaram e receberam alta. Zezé Di Camargo e Luciano negaram ter contraído a doença, mas não mostraram os documentos comprovatórios. O contágio nos bastidores da música sertaneja tem sido recorrente, e outros nomes como Mariano, Xand Avião e Breno e Caio César testaram positivo para a doença.

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Depois disso, alguns músicos ligados a grandes nomes da música procuraram o Movimento Country para denunciar as condições de trabalho precárias que estavam sendo submetidos nas lives sertanejas. Os músicos relatam o descaso financeiro e com a saúde que vem enfrentando. Para começar, alguns não estão recebendo cachê para a realização das lives, além das condições mínimas de saúde, higiene e distância impostas pela OMS para a prevenção do novo coronavírus.

Ainda, segundo as fontes, em um recente show online, filmado e realizado na cidade de Valinhos (SP), todos os integrantes da equipe foram transportados em uma van sem ventilação, proteção e máscara, além de, obviamente, estarem todos “amontoados” e perto o suficiente, sem as medidas preventivas necessárias para evitar que contraíssem coronavírus. O resultado não foi outro: alguns integrantes da equipe, depois do ocorrido, foram infectados e testaram positivo para a doença.

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