Dor silenciosa: Maiara enfrenta alopecia e expõe sofrimento íntimo ao lado da irmã Maraísa

Hedmilton Rodrigues
5 min de leitura
A cantora sertaneja enfrenta queda de cabelo, baixa autoestima e segue em tratamento em 2026.(Foto: Reprodução Redes Sociais)

Cantora sertaneja fala sobre queda de cabelo, autoestima abalada e tratamento contínuo em 2026; Maraísa convive com a doença desde 2021

Maiara revela luta contra a alopecia em 2026. A cantora sertaneja enfrenta queda de cabelo, dor emocional e tratamento delicado. Maraísa, sua irmã gêmea, também convive com a doença.

A dor nem sempre é visível. Às vezes, ela cai em silêncio, fio por fio. Em 2026, a cantora sertaneja Maiara, da dupla Maiara e Maraísa , voltou a falar abertamente sobre uma batalha que vai muito além da estética: a alopecia, doença que provoca a queda de cabelo e impacta profundamente a autoestima.

Ao compartilhar sua realidade, Maiara escancarou um sofrimento íntimo, marcado por angústia, insegurança e um processo contínuo de reconstrução emocional. A artista revelou que segue em tratamento e que precisou reaprender a se olhar no espelho sem dor, sem culpa e sem vergonha.

Alopecia: quando o espelho se torna um inimigo

A queda dos fios não acontece apenas no couro cabeludo. Ela desce pelo peito, pesa no emocional e fere a identidade. Maiara explicou que, apesar de ainda ter cabelo natural, os fios estão curtos, frágeis e acima da linha do queixo, consequência direta da doença.

Para conseguir subir ao palco e manter a rotina profissional, a cantora optou pelo uso de alongamento capilar. Mas deixou claro: o mega hair não é vaidade, é sobrevivência emocional.

“Cuidar do cabelo é cuidar da autoestima”, afirmou em tom contido, consciente de que cada aplicação, cada exame e cada vitamina fazem parte de um processo lento e, muitas vezes, doloroso.

Maraísa convive com a doença há anos

Maiara enfrenta alopécia desde 2024 (Foto: redes Sociais)
Maiara enfrenta alopécia desde 2024 (Foto: redes Sociais)

A dor de Maiara não é solitária. Sua irmã gêmea e parceira de palco, Maraísa, convive com a alopecia desde 2021. Juntas, elas enfrentam não apenas os sintomas físicos, mas também a pressão estética imposta a mulheres públicas, especialmente no universo da música.

Nos bastidores, longe dos holofotes, o sofrimento é compartilhado em silêncio. No palco, a força precisa ser encenada, mesmo quando o corpo pede pausa.

O que é a alopecia e por que ela machuca tanto

A alopecia é uma condição que interrompe o ciclo natural de crescimento dos fios, causando afinamento progressivo, falhas visíveis e, em casos mais severos, a perda total do cabelo e de pelos do corpo.

Trata-se de uma doença de origem multifatorial, frequentemente associada a fatores genéticos, emocionais e hormonais. O estresse crônico, tão comum na vida artística, pode funcionar como gatilho ou agravante.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Queda excessiva de cabelo ao lavar ou pentear
  • Falhas visíveis no couro cabeludo
  • Fios cada vez mais finos e quebradiços
  • Alterações nas unhas, como sulcos e manchas brancas

Tratamento: esperança que exige paciência

O tratamento da alopecia não é imediato nem simples. Ele exige diagnóstico preciso, exames frequentes e acompanhamento contínuo. Entre as abordagens mais comuns estão:

  • Reposição de vitaminas e minerais
  • Medicamentos estimulantes do crescimento capilar
  • Aplicações diretas no couro cabeludo
  • Controle rigoroso do estresse e da saúde hormonal

No caso de quem utiliza mega hair, como Maiara, os cuidados precisam ser redobrados. O peso adicional pode agravar a chamada “queda por tração”, aumentando o sofrimento físico e emocional.

Além do cabelo: a ferida invisível

A alopecia não tira apenas fios. Ela rouba confiança, gera isolamento e impõe um luto silencioso pela própria imagem. Em mulheres acima dos 30 anos, como Maiara e Maraísa, o impacto psicológico tende a ser ainda mais profundo.

Ao tornar pública sua dor, Maiara rompe um ciclo de silêncio que oprime milhares de mulheres. Sua fala não é apenas um relato pessoal, mas um pedido coletivo por empatia.

Em 2026, a cantora segue em tratamento, em reconstrução e em resistência. Porque, às vezes, continuar em pé já é um ato de coragem.

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Hedmilton Rodrigues é empreendedor digital, jornalista e criador do Movimento Country. Pioneiro na internet brasileira no segmento sertanejo, é referência em notícias sobre celebridades, rodeios e o universo agro, conectando fãs e artistas com credibilidade e agilidade.