Goiás pode ser destaque em possível liberação de cassinos

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Goiás é um polo natural para cassinos e resorts: termas, sertanejo e infraestrutura

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Goiás ocupa uma posição singular no mapa do turismo brasileiro, já que é, ao mesmo tempo, encruzilhada da cultura sertaneja e capital nacional das águas termais.

Esse encontro entre shows, feiras e viagens de lazer cria uma base econômica contínua, pouco dependente da sazonalidade. E é nessa linha que Goiás passa a ser observado como um dos territórios mais preparados para um eventual novo capítulo do turismo nacional.

Com a possível liberação de cassinos em resorts integrados, caso a regulamentação avance no Brasil, Goiás desponta como um dos destinos mais atrativos do país para esse tipo de investimento. Jogue com responsabilidade.

Sertanejo + termas: o combo que sustenta a demanda o ano inteiro

De um lado, Caldas Novas e Rio Quente formam o maior destino de turismo termal do Brasil, com hotéis e parques aquáticos operando em alta ocupação durante todo o ano.

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De outro, o estado abriga um circuito robusto de festivais, rodeios e feiras agropecuárias, como o Caldas Country Festival e a Pecuária de Goiânia, que movimentam milhões de visitantes, patrocinadores e artistas.

O resultado é uma demanda estável e diversificada, com presença de famílias durante todo o ano e grandes picos de público em datas de shows e eventos. Essa combinação sustenta não apenas hotéis, mas também experiências agregadas, algo essencial para modelos modernos de turismo e entretenimento.

Eventos âncora (Caldas Country, Pecuária) e a lógica do resort integrado

Eventos de massa funcionam como âncoras de ocupação. O Caldas Country Festival, por exemplo, transforma Caldas Novas em um destino musical nacional por vários dias consecutivos, elevando taxas de ocupação, consumo e visibilidade de marca.

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Já a Pecuária de Goiânia é um dos maiores eventos agropecuários do Brasil, com impacto direto em hotelaria, transporte e serviços.

Ambiente ideal para cassinos em resorts

Esse tipo de calendário cria o ambiente ideal para a lógica do resort integrado: estruturas multiuso capazes de absorver grandes fluxos de visitantes, com hospedagem, entretenimento, gastronomia, convenções e experiências premium em um único complexo.

Para patrocinadores e investidores, a previsibilidade do público reduz riscos e acelera o retorno. Não por acaso, destinos internacionais que adotaram esse modelo começaram exatamente onde já existiam eventos recorrentes e turismo consolidado.

Infraestrutura pronta: hotéis, parques, estradas e centros de eventos

Um diferencial de Goiás é que grande parte da infraestrutura já está instalada, facilitando as operações. A região de Caldas Novas e Rio Quente conta com centenas de hotéis e resorts, parques aquáticos de grande escala, centros de convenções e acesso rodoviário consolidado.

A capital do estado oferece apoio

Além das cidades citadas, a capital, Goiânia, oferece aeroporto internacional, rede hoteleira urbana, arenas de shows e logística eficiente, o que é um apoio importante para atrair investidores.

Isso significa que novos projetos não partiriam do zero. A base de estradas, serviços, mão de obra e oferta turística reduz drasticamente o tempo de implantação de qualquer novo equipamento de lazer ou entretenimento de grande porte.

Se o PL avançar: por que polos turísticos entram primeiro no mapa

O PL 2.234/2022, que trata da liberação de cassinos em resorts, além de bingos e outras modalidades, aguarda votação no Senado Federal. Caso aprovado, a tendência observada em outros países é clara: os primeiros projetos autorizados costumam se concentrar em polos turísticos já consolidados.

A razão é simples. Onde há infraestrutura pronta, fluxo comprovado de visitantes e calendário regular de eventos, o tempo entre aprovação legal e operação comercial é menor. Goiás se encaixa perfeitamente nesse perfil, especialmente nas regiões termais e nos grandes centros de eventos.

O que acompanhar em 2026: Senado, calendário de shows e dados de turismo

O ano de 2026 tende a ser decisivo para a aprovação. O Projeto de Lei (PL) 2.234/2022, conhecido como “PL dos Cassinos”, já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas ainda não teve votação final no Plenário.

Dessa forma, o texto segue travado por falta de acordo político, mas com expectativa de definição em 2026. Portanto, é hoje a principal proposta em discussão no Congresso para legalizar e regulamentar jogos de azar no Brasil.

Sendo assim, se a regulamentação vier, não criaria um mercado do zero, mas sim definiria se os resorts integrados com cassinos tornariam a próxima camada desse mix turístico que Goiás já sustenta o ano inteiro.

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