Suprema Corte ouve caso decisivo sobre a autoridade de Trump em relação ao Federal Reserve
A Suprema Corte dos Estados Unidos analisa se o presidente Donald Trump pode demitir Lisa Cook, membro do Federal Reserve, em um caso que pode redefinir os limites do controle presidencial sobre a política monetária do país.
Um recurso incomum e seus impactos
Na última quarta-feira, a corte ouviu argumentos orais por duas horas, despertando uma atenção incomum da elite econômica dos EUA. Um extraordinário “amicus brief” foi apresentado por figuras influentes, incluindo ex-presidentes da Reserva Federal e secretários do Tesouro, argumentando que a remoção de Cook poderia prejudicar a confiança pública na independência do Fed e ameaçar a estabilidade econômica a longo prazo.
Bastidores e Repercussão
A participação de ex-líderes financeiros é rara e acentuou o apelo sobre como o poder do presidente sobre o conselho do Fed poderia afetar a credibilidade da instituição. Os ex-presidentes da Reserva Federal, como Alan Greenspan e Janet Yellen, além de seis ex-secretários do Tesouro, compuseram um apoio significativo a Cook, reiterando a importância da independência do banco central. Essa situação é vista como vital, já que a confiança do mercado na atuação do Fed é crítica neste momento econômico.
O que você precisa saber sobre:
- A Suprema Corte deve emitir um parecer sobre o caso de Cook até o verão.
- Esse caso é considerado sem precedentes na história de 112 anos do Federal Reserve.
- O presidente do Fed, Jerome Powell, compareceu à audiência, um movimento incomum em sua abordagem geralmente reservada.
A questão central gira em torno de como a legitimidade do Federal Reserve pode ser afetada por ações políticas diretas, como a tentativa de demitir um membro em serviço.
O desfecho deste caso pode moldar o futuro da política monetária americana e a independência do Fed, enquanto a corte se prepara para decidir.