Lucas Lucco será protagonista de novela vertical do Globoplay com Carol Castro. Formato curto mira celular e pode abrir nova era na Globo.
RESUMO: Lucas Lucco foi escalado para protagonizar uma novela vertical do Globoplay ao lado de Carol Castro. O projeto marca o retorno do cantor à dramaturgia e reforça a estratégia da Globo em conteúdos feitos para consumo no celular e redes sociais, enquanto a empresa testa novos modelos de produção e monetização.
O retorno de Lucas Lucco à dramaturgia da Globo ganhou força após uma informação de bastidor que rapidamente movimentou o mercado. O cantor, que já apareceu em novelas como Malhação, Sol Nascente e A Dona do Pedaço, agora assume um passo mais ousado: ele será o protagonista de uma novela vertical do Globoplay, formatada para consumo em telas de celular e com linguagem pensada para plataformas sociais.
O que surpreende o público é que a escalação também coloca Carol Castro no centro dessa aposta. Experiente e reconhecida na dramaturgia, ela entra no modelo narrativo mais curto e ágil, que tenta capturar a atenção de quem vive entre rolagens, cliques e poucos segundos para decidir se continua assistindo.
A informação foi divulgada pelo colunista Flávio Ricco, do portal Leo Dias, e reforça um movimento que a Globo vem acelerando: usar nomes conhecidos para “dar vitrine” às novelas verticais, ainda em fase de consolidação.
O que é uma novela vertical do Globoplay e por que a Globo aposta nisso
As novelas verticais surgiram como uma frente estratégica para disputar atenção fora do fluxo tradicional da TV aberta. O formato ganhou força após a estreia de Tudo por uma Segunda Chance (2025), com episódios curtos, elenco reduzido e gravações concentradas em poucos dias. A lógica é simples: histórias diretas, ritmo acelerado e cenas pensadas para caberem perfeitamente no formato vertical, que domina o consumo mobile.
Na teoria, isso significa produção mais rápida e, em muitos casos, custos menores do que um folhetim diário de televisão. Na prática, porém, o modelo exige um tipo de planejamento que nem sempre aparece para o público.
O bastidor que ninguém vê: por que a pós-produção vira o “gargalo”
Embora a gravação seja compacta, a pós-produção costuma ser longa. O motivo é técnico e estratégico: o mesmo conteúdo precisa “nascer” em versões diferentes para Reels, TikTok, Shorts, YouTube e o próprio Globoplay. Isso muda cortes, ritmo, legendas, enquadramentos e até a forma de construir ganchos em cada episódio para manter a retenção.
Ou seja: a economia na filmagem pode ser parcialmente “devolvida” na etapa final, quando entram equipes e processos específicos para adaptar cada peça ao comportamento de consumo de cada plataforma. Ainda assim, a Globo trata esse segmento como laboratório de linguagem e de modelos comerciais.
Lucas Lucco no centro: primeiro protagonista e um teste de imagem
Mesmo já tendo participado de novelas, esta será a primeira vez que Lucas Lucco assume um papel central em uma história, o que naturalmente aumenta o peso da escolha. Para o artista, é um retorno com holofotes e cobrança: protagonismo pede consistência, carisma em cena e domínio do timing dramático, ainda mais num formato que não perdoa enrolação.
Para o Globoplay, é uma estratégia de “efeito chamariz”: nomes populares ajudam a furar bolhas e atrair curiosos que, sem um rosto conhecido, talvez nem dessem play em uma produção curta.
Carol Castro entra no jogo e a dupla vira termômetro do formato
A presença de Carol Castro também pesa. Quando uma atriz consolidada migra para o formato, a mensagem é clara: a Globo quer legitimar as novelas verticais como produto relevante, não apenas como experimento passageiro. E isso pode abrir portas para outras estrelas entrarem na mesma vitrine, ampliando a percepção de “evento” em torno das tramas.
Se der certo, o projeto vira referência interna. Se falhar, vira alerta sobre limites do formato e sobre o quanto a audiência realmente está disposta a consumir ficção curta como rotina.
“Globopop” e a nova ofensiva da Globo no vertical
Nos bastidores, a Globo também sinaliza que quer ir além do Globoplay. A expectativa é que, ainda em 2026, a empresa aprofunde a presença em conteúdos verticais e avance com uma plataforma própria, citada internamente como Globopop, para reunir vídeos virais e conteúdo original, com destaque para as novelas verticais.
O movimento mira rivalizar com apps que dominaram o consumo de vídeo curto, enquanto a empresa tenta definir a melhor forma de monetização e distribuição desse tipo de conteúdo.