Compositor ganha processo milionário contra Gusttavo Lima e ameaça carreira do cantor

Reviravolta no processo que ocorre há anos dá condições para o compositor lutar por seus direitos

Processo de R$ 20 milhões acusa Gusttavo Lima de fraudar direitos de composição e lucrar sem ter escrito uma letra sequer da música

O compositor goiano André Luiz Gonçalves da Silva processa Gusttavo Lima e acusa o cantor de plágio pela música “Fora do Comum“. De Lucca, nome artístico do compositor, pede indenização de R$ 20 milhões ao cantor, que recentemente chocou o público com história de seu passado secreto.

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De Lucca afirma que é o único compositor da música e que o sertanejo teria fraudado os créditos e se colocado como co-compositor. Agora, após uma reviravolta no ano passado, o compositor conquistou sua primeira vitória: uma liminar que permite lutar pelos direitos da música, o que pode prejudicar – e muito – a carreira do Embaixador, que acabou de sofrer a primeira derrota no processo.

“Fora do Comum” estourou na voz de Gusttavo Lima em 2011, mas o processo foi movido apenas em 2016. Esse foi o motivo do caso ter sido arquivado no ano passado pois, segundo o juiz responsável, o tempo para se fazer o processo deve ser inferior a três anos.

Na época do arquivamento, a equipe de Gusttavo Lima alegou que ambos escreveram a música juntos e que De Lucca recebeu 50% dos lucros, referentes à sua “parte da composição”.

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No entanto, não é isso que aconteceu. De Lucca e seu advogado revelam ter provas o suficiente para derrotar Gusttavo Lima, tirar os R$ 20 milhões do seu bolso e, de quebra, penhorar os seus bens: 

“Ele tem, sim, direito a qualquer momento de reivindicar o que ele quiser, porque a música é dele. Então mandou devolver para o juiz dar uma nova sentença. Eu creio que essa nova sentença será em favor do De Lucca. A questão agora é que no processo tem várias provas de que a música é exclusivamente do De Lucca e provas de que ele não recebeu os direitos autorais dessa canção. E o Gusttavo Lima mentindo dizendo que a canção era dele. Não é”, afirma Adolfo Kennedy Marques Junior, advogado do compositor.

“Vamos fazer um pedido liminar de sequestro de bens e será marcada uma audiência de instrução. A audiência de conciliação já aconteceu e, nela, o Gusttavo Lima ofereceu R$ 50 mil divido em dez vezes. Uma falta de respeito! Agora será a audiência para ouvir testemunhas, inclusive o Gusttavo Lima”, conclui.

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Essa não é a primeira vez que Gusttavo Lima é envolvido em polêmicas com composições e acusado de plágio por seus compositores. Em 2013, o sertanejo foi processado pelo cantor Pablo (do arrocha), acusado de ter regravado e lucrado em cima da canção “Fui Fiel” sem autorização.

E quem acha que os escândalos se resumem apenas em terras brasileiras está muito enganado. Gusttavo Lima, proibido de pisar na Globo, chegou a ser processado por um compositor português, onde foi condenado a desembolsar R$ 1,8 milhões e teve seus bens penhorados. Confira abaixo.

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Compositor português também processou Gusttavo Lima

(Foto: Divulgação)

Em 2017, Gusttavo Lima foi condenado em primeira instância a pagar uma multa referente ao processo aberto pelo músico português Ricardo Landum, autor de uma faixa cantada por ele.

Gusttavo Lima já havia sido proibido de executar, comercializar, divulgar e executar a música “Que Mal te Fiz Eu“, que foi retirada de todos os catálogos do sertanejo.

Porém, mesmo após a decisão judicial, o cantor continuou cantando a faixa. Além disso, a versão cantada pelo sertanejo continha alterações, o que por lei, também havia sido vetado.
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Leonardo Honorato, advogado de Ricardo Landum, explicou que mesmo após a condenação Gusttavo, a Som Livre (gravadora do cantor) e a Balada Eventos (empresa do sertanejo) entraram com embargos para esclarecer alguns pontos que não foram detalhados pela Juíza  Maria Cristina de Brito Lima, da 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Os argumentos de defesa do sertanejo e sua equipe não foram convincentes e válidos o bastante para evitar a multa de R$ 1,8 milhões à Gusttavo Lima, aplicada pela Justiça pelo processo de plágio.

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