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Seguir no GoogleAleksandro, da dupla com Conrado, mantinha uma fazenda no Pantanal e dividia com fãs sua paixão pelo campo, gado e tradições pantaneiras.
Aleksandro ficou conhecido nos palcos ao lado de Conrado, mas fora dos shows carregava outra identidade muito forte: a de homem do campo.
Aleksandro, cantor sertanejo que morreu em 7 de maio de 2022 após um grave acidente de ônibus, mantinha uma fazenda na região do Pantanal, próxima a Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
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Segundo materiais publicados sobre o artista, a propriedade foi comprada em 2020, durante a pandemia, e se tornou um dos grandes refúgios do cantor ao lado da esposa, Tatiele Toro, e dos filhos, Noah e Maya.
Nas redes sociais, Aleksandro costumava compartilhar registros conduzindo gado, montando a cavalo, pescando e vivendo a rotina rural que sempre fez parte de sua história.
Nascido em Dourados, no Mato Grosso do Sul, o artista cresceu em meio a fazendas voltadas para criação de gado de corte e cultivo de pastagens.
Essa ligação não era apenas estética sertaneja de palco. Aleksandro era formado em Agronomia e levava para a vida pessoal o mesmo universo que ajudava a construir sua imagem artística.
Aleksandro viveu paixão pelo Pantanal e pelo campo

Em uma publicação antiga, o cantor chegou a escrever: “Se tivéssemos brasileiros com a sinceridade, humildade e sensibilidade do homem pantaneiro, viveríamos e teríamos um Brasil muito melhor”.
A frase resume bem a relação de Aleksandro com o Pantanal, lugar que ele tratava como uma espécie de território afetivo.
Menos de dois meses antes de morrer, o cantor publicou uma foto ao lado da família, em meio ao gado e segurando um cavalo.
Na legenda, escreveu: “Um dia de paz e descanso mais que merecido”.
A propriedade também chamava atenção pela estrutura. Reportagens da época apontaram que o local contava com área para prática de golfe, hobby apreciado pelo artista, além de pista de pouso para pequenos aviões.
O material de origem também menciona que Aleksandro celebrava a aquisição de terras no interior do Brasil e dizia ter passado de 40 mil hectares, tratando essa conquista como resultado de suor e trabalho duro.
Além da pecuária, o cantor fazia questão de manter vivas tradições pantaneiras, como o churrasco típico preparado com carne assada em buraco no chão e suspensa por galhos de bambu.
O figurino de Aleksandro também traduzia essa identidade: bota de cano alto, calça justa e chapéu de boiadeiro faziam parte do artista dentro e fora dos palcos.
A história da dupla começou cedo. Aleksandro formou parceria com Conrado ainda na adolescência, quando tinha cerca de 15 anos, em Dourados.
Com o tempo, os dois passaram de apresentações regionais a uma trajetória nacional, impulsionada por músicas como “Certos Detalhes”, parceria com Luan Santana.
Após mudanças na formação da dupla, Aleksandro seguiu levando adiante o nome Conrado & Aleksandro, mantendo a identidade musical que havia construído com os fãs.
Sua morte precoce interrompeu uma carreira e deixou saudade, mas também revelou ao grande público um lado que muitos admiradores já conheciam: o do pecuarista apaixonado pelo Pantanal.
Aleksandro deixou uma memória que vai além da música. Sua fazenda, sua ligação com o gado, sua formação em Agronomia e seu amor pelo campo mostram que o sertanejo que ele cantava também era o sertanejo que ele vivia.









