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Agro & Negócios

Milho cai na B3: Entenda o impacto das quedas em Chicago

No mercado de milho da B3, contratos futuros mostram oscilações, enquanto exportações brasileiras aumentam. Quais as tendências que influenciam esses movimentos?

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Milho cai na B3: Entenda o impacto das quedas em Chicago

Comportamento misto dos contratos futuros de milho na B3 e impactos no mercado

Na B3, os contratos futuros de milho tiveram um dia de comportamento misto, influenciados por uma série de fatores externos e internos que impactam o mercado. Apesar disso, o mercado físico se mantém firme, com ênfase na safra atual e novos patamares de exportação.

Intro ao Mercado de Milho

Os reflexos do mercado estão sempre em ebulição, e o milho não é exceção. Na B3, a movimentação mais recente apresenta um comportamento misto, com os contratos futuros apresentando oscilações que geram preocupação e expectativa entre os investidores e agricultores. Ao passo que a agricultura nacional ainda se recupera de safras passadas e mira no futuro, o que se observa agora é um cenário repleto de nuances.

O Dia dos Contratos Futuros

No fechamento do dia, o milho para janeiro de 2026 foi cotado a R$ 70,89, uma leve queda de R$ 0,38, mas uma alta semanal de R$ 0,13 ainda anima os investidores. Março de 2026, por sua vez, não teve a mesma sorte e terminou a R$ 72,28, registrando uma perda que não foi apenas diária, mas também semanal. Já para maio de 2026, o cenário foi parecido, com uma desvalorização acumulada que acende o alerta nos produtores.

Influência de Chicago

Enquanto isso, lá em Chicago, a situação não foi diferente. Os contratos de milho apresentaram baixa por conta das realizações de lucros por parte dos fundos, levando o contrato de dezembro a recuar em 1,60% e encerrando o dia a 4,2975 dólares por bushel. Esse movimento, longe de ser um caso isolado, reflete uma adaptação necessária a um mercado que, apesar de equilibrado, se encontra pressionado pela combinação de colheitas volumosas e sólidas demandas.

Projeções de Exportação

Em meio a esses desafios, a Anec trouxe uma boa nova para o setor: uma revisão otimista nas projeções de exportações de milho para novembro, que subiram 5,30% devido à atratividade do milho brasileiro após a recuperação recente das cotações externas. Essa informação é como um balde de água fresca em um dia quente, encorajando os produtores a continuar com a colheita e os negócios, mesmo que o ambiente doméstico continue com negociações travadas.

Análise das Tendências

Para os especialistas, a análise dessa oscilação apresenta como pano de fundo um mercado que se mantém em um canal lateralizado nas últimas semanas. As cotações em Chicago permanecem comprimidas entre 4,40 e 4,20 dólares por bushel. Isso demonstra que, apesar das oscilações, a presença de uma demanda firme e a colheita volumosa ajudam a estabilizar a situação, mesmo que temporariamente. Isso reforça a ideia de que os movimentos no meio da semana refletem ajustes naturais, um ciclo de recuperação do que já foi visto em outras commodities.

O Futuro é Incerto

À medida que os dias avançam, a tensão entre a volatilidade do mercado de milho e a regularidade do setor físico promete continuar. Produtores se veem entre a esperança de exportação e uma adesão maior ao plantio. Com isso, o futuro se apresenta nebuloso, mas como todo bom sertanejo, a crença de que dias melhores virão é o que mantém o espírito de luta aceso entre agricultores e investidores desse importante setor da economia.

  • O mercado de milho apresentou um dia de baixa na B3, influenciado por Chicago e por negociações travadas.
  • Contratos de janeiro de 2026 encerraram a R$ 70,89, enquanto março e maio também enfrentaram perdas.
  • Chicago viu o milho cair 1,60% por conta da realização de lucros dos fundos.
  • A Anec revisou a projeção de exportações de milho para cima, estimando um aumento de 5,30%.
  • As cotações de Chicago permanecem em um canal lateralizado entre 4,40 e 4,20 dólares por bushel.