Cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno 2026 promete inovação, emoção e um formato inédito que deve impactar o mundo.
A cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno 2026 promete ser uma das mais ambiciosas e complexas da história dos Jogos. Com expectativa de alcançar cerca de 2,2 bilhões de espectadores ao redor do mundo, o evento marcará oficialmente o início da 25ª edição da competição e deve ir além do espetáculo visual, apostando em inovação, emoção e significado.
Pela primeira vez, a abertura será realizada de forma simultânea em quatro locais diferentes: Milão, Cortina d’Ampezzo, Livigno e Predazzo. A decisão rompe com o modelo tradicional e reflete o caráter descentralizado desta edição, considerada a mais espalhada geograficamente da história olímpica.
O desafio criativo está nas mãos de Marco Balich, um dos nomes mais experientes do mundo quando o assunto é cerimônia olímpica. Com passagens por eventos históricos dos Jogos de Turim, Londres, Rio, Tóquio e Pequim, o produtor encara agora um projeto com peso pessoal e simbólico, já que a Olimpíada acontece em sua cidade-base, Milão.
Um espetáculo pensado para o mundo inteiro
Segundo Balich, o grande objetivo da cerimônia é comunicar mensagens universais de forma simples, porém impactante. A abertura será dividida em três grandes atos, que devem celebrar a Itália, os atletas e a paz, valores centrais do espírito olímpico.
A mensagem de paz ganha destaque especial em um cenário global marcado por conflitos. Inspirado na antiga trégua olímpica da Grécia, o espetáculo deve propor um momento simbólico de união, utilizando ícones como a chama e os anéis olímpicos como elementos que transcendem política, religião e fronteiras.
Balich também afirmou que o evento foi desenhado para dialogar com diferentes gerações, com atenção especial à Geração Z, buscando uma linguagem visual mais contemporânea e experiências imersivas.
Logística inédita desafia organização dos Jogos
A realização simultânea da cerimônia em quatro cidades trouxe desafios inéditos. Elementos tradicionais, como o hasteamento da bandeira olímpica e o acendimento da pira, acontecerão ao mesmo tempo em Milão e Cortina d’Ampezzo, conectando locais distintos em um único espetáculo.
O objetivo, segundo os organizadores, é permitir que todos os atletas participem da abertura, independentemente da cidade onde estejam competindo. Embora seja considerado um conceito nobre, o formato exigiu meses de ensaios e coordenação extrema entre equipes técnicas, artísticas e voluntários.
Cerca de 1.200 voluntários participam da produção, muitos deles ensaiando há meses para garantir que cada detalhe funcione de forma sincronizada.
Brasil e estrelas internacionais na abertura
A cerimônia contará com o tradicional desfile das nações, reunindo delegações de 93 países. O Brasil será representado por dois porta-bandeiras em locais diferentes: Lucas Pinheiro, no San Siro, em Milão, e Nicole Silveira, em Cortina d’Ampezzo, separados por cerca de 400 quilômetros.
- 30 DIAS DE GRAÇA: Assine agora o Disney Plus para assistir seus jogos de Graça
A edição de 2026 também será histórica para o Brasil, que terá sua maior delegação em Jogos de Inverno, com 14 atletas distribuídos em cinco modalidades.
O espetáculo ainda será abrilhantado por apresentações musicais de artistas reconhecidos mundialmente, como Mariah Carey, Laura Pausini e Andrea Bocelli, reforçando o caráter global do evento.
Onde assistir à cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno 2026
A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 terá transmissão para o Brasil pela TV Globo, SporTV, ge e Cazé TV, com cobertura completa do evento.
Com promessa de inovação, emoção e simbolismo, a abertura desta sexta-feira tem tudo para se tornar um marco na história olímpica, não apenas pelo espetáculo, mas pela mensagem que pretende deixar para o mundo.

Seguir no Google