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Segundo o jornalista Alessandro Lobianco, Chitãozinho enfrenta uma disputa judicial envolvendo fazendas em Goiás e um contrato contestado que pode chegar a R$ 7 milhões.

De acordo com informações do jornalista Alessandro Lobianco, o cantor Chitãozinho, da dupla sertaneja com Xororó, está no centro de uma disputa judicial milionária que envolve duas propriedades rurais localizadas no estado de Goiás: a Fazenda Galopeira e a Fazenda Santa Bárbara II.

A briga, que já chegou à Justiça no ano passado, opõe o artista ao engenheiro agrônomo José Azevedo Baptista e envolve a validade de um documento assinado em 2006, cuja autenticidade é contestada.

Documento de 2006 é o ponto central da disputa

Segundo Lobianco, José Azevedo Baptista entrou com uma ação judicial para tentar comprovar que um documento firmado há quase duas décadas garantiria a ele a posse da Fazenda Santa Bárbara II.

Inicialmente, as negociações entre as partes envolviam apenas uma parte da Fazenda Galopeira. No entanto, o engenheiro sustenta que o acordo teria sido posteriormente ampliado, incluindo também a segunda propriedade rural.

Chitãozinho nega validade e questiona legalidade do contrato

Chitãozinho (Foto: Divulgação)
Chitãozinho (Foto: Divulgação)

O cantor nega oficialmente a existência de qualquer contrato válido que envolva a cessão integral da Fazenda Santa Bárbara II. A defesa de Chitãozinho classifica o documento apresentado como “estranho” e sem validade jurídica.

O conflito se agravou quando o engenheiro tentou utilizar a fazenda como forma de quitar dívidas que ele próprio teria com o cantor, valores que ultrapassariam R$ 6 milhões. Chitãozinho afirma que jamais reconheceu esse acordo e que o documento não produz efeitos legais.

Perícia e acusações elevam tensão no processo

Para sustentar sua versão, a defesa de José Azevedo Baptista solicitou uma perícia técnica detalhada nos documentos. O objetivo é analisar assinaturas, papel e registros cartoriais para comprovar que não houve falsificação ou adulteração.

Segundo o engenheiro, as assinaturas teriam sido reconhecidas em cartório ainda em 2006, o que, na visão dele, comprovaria a legitimidade do negócio.

Cantor contra-ataca e pede arquivamento da ação

Em resposta, a defesa de Chitãozinho pediu o encerramento imediato do processo. Os advogados afirmam que o documento é “nulo de pleno direito”, pois não estabelece valor financeiro para a suposta transferência da fazenda, o que contraria a legislação brasileira.

Outro ponto levantado é que, por ser estrangeiro, o engenheiro não poderia adquirir terras rurais no Brasil sem autorização do INCRA, o que tornaria o negócio ilegal desde sua origem.

Valor da causa pode chegar a R$ 7 milhões

Chitãozinho também solicitou que o valor da ação seja atualizado. Inicialmente estimado em R$ 1 milhão, o processo poderia alcançar quase R$ 7 milhões, considerando o valor atual da arroba do boi.

O cantor sustenta que, mesmo na hipótese de o contrato ser considerado válido, o engenheiro teria direito apenas a 25% da propriedade, e não à posse integral da fazenda.

Sem acordo à vista

De acordo com Alessandro Lobianco, Chitãozinho já deixou claro que não tem interesse em acordo e pretende levar a disputa até o fim, buscando o reconhecimento judicial da nulidade do documento e o encerramento definitivo do caso.

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Hedmilton Rodrigues é empreendedor digital, jornalista e criador do Movimento Country. Pioneiro na internet brasileira no segmento sertanejo, é referência em notícias sobre celebridades, rodeios e o universo agro, conectando fãs e artistas com credibilidade e agilidade.

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