Moda, Modinha e Modão!

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Moda, Modinha e Modão!
Moda, Modinha e Modão!
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Hoje estreio no site Movimento Country com o meu primeiro post. Eu sou Maurício Quintino da comitiva Os Carijó.

Todos que gostam de música sertaneja ao estar na presença de alguém com um violão ou uma viola na mão já devem ter ouvido. – Toca uma moda ai. Ou então (toca um “modão”)
São chamadas de Moda as lindas canções sem muitos arranjos, formadas pela bela combinação de violão, viola e voz formando a tradicional “moda de viola”, exemplo: “tristeza do Jeca”. Já o modão, são verdadeiros ícones musicais, músicas que sobrevivem há anos e perpetuarão por muito tempo, exemplo: “saco de ouro”. Temos ainda mais uma ramificação que são os hinos clássicos como “Boate Azul, Dama de Vermelho e Som de Cristal”.
A velha música sertaneja de raiz (moda caipira), com o passar dos tempos foi associando ao violão e à viola, instrumentos modernos como baixo, guitarra, bateria, metais e instrumentos de percussão. Foi adaptado uma linguagem mais jovem, substituindo termos usados na “roça” para termos atuais e mais urbanos.
Define-se música sertaneja o estilo musical herdeiro da \”música caipira\” e da moda de viola, que se caracteriza pela melodia simples e melancólica, por muitas vezes é chamada de música do interior.
Há alguns anos, o termo música sertaneja vem, aos poucos, sendo substituído pelo termo música country, devido à influência da música country norte-americana que a indústria brasileira tem usado como novo segmento comercial na televisão.
A partir da década de 1980, tem início uma nova geração de duplas sertanejas, embalados por regravarem canções antigas. Estes “novos cantores” vieram com bom repertório e alguns bons compositores se revelaram.
De 1995 a 1998 duplas como João Paulo e Daniel, Rick & Renner, Leandro & Leonardo, Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo & Luciano e Chrystian & Ralf mostraram seu trabalho com muita competência.
Ao final de 1998, a música sertaneja ganha nova força com a explosão de musicas como “De São Paulo a Belém”(Rio Negro & Solimões). Nesta época foram formadas as “Comitivas Sertanejas”, e rodeios como Barretos e Jaguariúna passaram a ser mais conhecidos.
Goiás e o interior se São Paulo são Fábricas de talentos, e Curitiba se destaca pelo enorme números de “comitivas” e apreciadores da música, “onde tudo começou”,sem esquecer do Mato Grosso do Sul que também teve forte influencia, a música sertaneja então toma conta do pais.
No entanto, na década de 2000, á música ganha nova identidade, principalmente devido ao sucesso de duplas, como Guilherme & Santiago, Bruno & Marrone, Edson & Hudson, Jorge & Mateus e Victor & Leo. Nessa leva de novos talentos, em 2004 João Bosco & Vinicius e seu “sertanejo universitário” caem no gosto do brasileiro, logo em seguida estouram César Menotti & Fabiano, trazendo uma música pra cima com certa dose de romantismo. Os “universitários” mesclam termos urbanos com cotidiano das pessoas para ter identificação com o público.
Ao longo dessa evolução, evitou-se cuidadosamente e comercialmente o termo \”caipira\”, que era visto com preconceito nas cidades grandes.
O estilo \”sertanejo\”, ao contrário da música caipira, tem pouca linguagem rural para poder agradar aos habitantes de cidades grandes.
A música rural que mantém seus temas, (feita por João Pacífico, Tonico & Tinoco, Alvarenga & Ranchinho, Pena Branca & Xavantinho, entre outros), para se diferenciar da música sertaneja, passa a se denominar então de \”música de raiz\”, querendo dizer, com isso, que está ligada verdadeiramente às suas raízes rurais, à moda de viola e à terra, ao sertão, pois o termo \”bens de raiz\” significa as propriedades agrícolas.
Essa mudança na música não é vista com bons olhos por alguns críticos , o compositor Renato Teixeira compôs a música \”Rapaz Caipira\”, como crítica aberta à \”música sertaneja\” e fazendo renascer a expressão \”música caipira\”. A música Tá na hora de (Marco Aurélio/Élcio di Carvalho) também é uma severa critica.
A Música Sertaneja, assim como vários outros estilos de música, pode ser subdivida em vários sub-gêneros, alguns até mesmo muito diferentes, por exemplo: o termo “modinha” é usado para “musicas descartáveis” sem muito conteúdo, com rimas fáceis, alguns artistas mesmo não gostando, acabam colocando em seu repertório por serem comercialmente importantes, porque “o povo pede”.
Bastou jogadores como Neymar e Cristiano Ronaldo dançarem modinhas em suas comemorações para virarem verdadeiras febres inclusive no exterior.
Alguns críticos são muito radicais com as modinhas, mas elas são necessárias para poder faturar, alguns artistas conseguem ganhar dinheiro sem precisar colocar “modinha” em seu repertorio, já outros acham de suma importância, para poder agradar ao publico.
A “modinha” tem sucesso repentino, vira febre, mas não sobrevive por muito tempo, por outro lado é alegre e faz as pessoas dançarem.
Michel Teló com sua música alegre e simpática ganhou a admiração de muitos, inclusive no exterior e quase foi o cantor oficial da Copa.
Em 2012 um ritmo que já existia na Bahia, fundido com o sertanejo universitário forma o “Arrocha Universitário”. Cantores como Israel Novaes, Gabriel Gava, Gustavo Lima, Cristiano Araújo, Zé Ricardo& Thiago, Thiago Brava, Fernando & Sorocaba e Lucas Lucco usam algo de Arrocha em seu repertório.
Em 2013 viram febres as musicas com letras voltadas a mulheres, festas, carros, piscina, alguns cantores passam a valorizar as letras que falam de baladas, bebidas e pegação, buscando a identificação com o público jovem.
Em 2014 Luan Santana, George Henrique & Rodrigo e outros vão mais para o lado “sertanejo romântico” onde com letras românticas buscam a identificação desse público.
Os novos rumos da musica sertaneja preocupam alguns críticos, mas apesar das modificações, temos que nos alegrar de temos pessoas tão talentosas e de bom gosto musical, em meio a isso aparecem belas canções como, “Maus bocados” de Cristiano Araujo e “Domingo de manhã” de Marcos e Belutti, onde tenho certeza que por terem uma boa letra, e melodia perfeita ficarão por muito tempo fazendo sucesso.