Festa do Peão de Descalvado (SP) é cancelada pelo Tribunal de Justiça

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A organização do rodeio da cidade de Descalvado (SP) precisou cancelar a festa depois que o Tribunal de Justiça proibiu o uso de equipamentos que são necessários para o animal pular.

A ação foi proposta pelo Ministério Público com o argumento de que o rodeio prejudica a educação ambiental, já que vincula o sofrimento dos animais com diversão, mesmo depois que Paulo Campos, veterinário responsável pela festa, afirmou que o acessório utilizado não machuca.

Esta decisão acaba indo de encontro proposto pela Comissão de Educação e Cultura e a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável que abriram discussão no final do mês de maio a respeito de um substitutivo que proibia, entre outras questões, o emprego de animais em circos e espetáculos congêneres.

Com isso, seriam quase dois mil rodeios por ano que seriam cancelados e mais de 300 mil empregos que deixariam de ser gerados.

O rodeio acabou vencendo depois do empenho de vários profissionais do meio, com destaque para o presidente da CNAR, Roberto Vidal, deputado federal Paulinho da Força Sindical e deputado federal Dr. Ubiali. Agora, apenas os circos não poderão mais se utilizar de animais.

Já ficou provado cientificamente, inclusive muito foi falado, sobre essa questão envolvendo os animais de rodeio. Pesquisa feita pela UNESP comprovou que eles não sofrem nenhum tipo de abuso, os acessórios não causam dor nenhuma e eles pulam porque vem da genética do animal.

A organização da festa de Descalvado quer recorrer da decisão para garantir o rodeio nos próximos anos. Paulo Saggiorato, secretário de Exportes e Turismo da cidade afirmou que neste ano outras atrações foram trazidas para o evento, que terminou no domingo, 14 de junho, em substituição ao rodeio.

A prefeitura de São Carlos (SP) também não liberou a realização de rodeios por recomendação do Ministério Público.

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