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Curitiba retoma a luta para se transformar na capital country

Artistas, empresários e políticos andaram se reunindo nos últimos dias para começar criar uma estratégia para reerguer o Movimento Country Curitiba, e transformar a cidade na capital country o Brasil. \”Barretos pode ser a cidade do rodeio, mas não é capital!\” comenta Hedmilton Rodrigues, um dos mais empenhados nessa luta, e que deve apresentar nos próximos dias um projeto de lei aos vereadores eleitos que incentiva e promove as atividades do movimento na cidade.

 Os resultados já começaram a aparecer, a própria Rodeo Country Bar é a prova disso. Tem investido pesado em shows grandes, e atrações diferentes na casa, exemplo disso é a contratação da dupla João Bosco e Vinicios, uma dupla que vem conquistando todos os cantos do Brasil.

A Transamérica Hits começa a produzir nos próximos dias o programa Rodeo Transamérica em novo horário, das 17:00hs as 19:00hs que dever chamar ainda mais a atenção dos cowboys e cowgirls de Curitiba. Isso já acontece com as suas promoções. Este mês a Transamérica está sorteando ouvintes para passar um fim de semana na Ilha do Mel com a dupla sertaneja Willian e Renan, e dando mil reais em uma promoção com a dupla Hugo e Tiago.

Até o tradicional e conservador jornal Gazeta do Povo vem abrindo espaço para a música sertaneja. Na última sexta feira publicou uma matéria especial no seu caderno FUN com o titulo \”Viola minha viola\”. Leia a reprodução da matéria abaixo:

Jovens duplas sertanejas agitam a noite curitibana e viram ídolos locais, com direito a fã-clubes e sites na internet.
Para investigar essa movimentação, nada melhor do que começar visitando uma típica balada country

Sábado, quase meia-noite, em frente a uma badalada curitibana casa do estilo country, o tiozinho do estacionamento solta um comentário profético: \”Hoje, a noite vai até o bagaço\”. Ele sabia o que estava dizendo. Se o gênero sertanejo já não vive a mesma febre dos anos 90, os \” bailões\” ainda seduzem a massa. Primeiro, porque há uma nova geração de duplas de cantores apostando suas fichas nessa carreira. Depois, pela fama de que esses espaços possuem, um espírito festivo frenético – atraindo inclusive quem nunca montou num pangaré e não aprecia Rio Negro e Solimões, mas espera alguma coisa de uma noitada de fim de semana. Clima de liberou geral? Calma lá, não é por aí.

Não dá para negar que o ambiente é caótico, pouco dado a narizes empinados e regras de etiqueta. Para começo de conversa, o visual do lugar intrigaria qualquer decorador de interiores. Há um quê de estética de churrascaria, com aquelas rodas enormes usadas como lustres. Em frente ao palco, fica o chamado saloon, onde os mais ousados mostram o seu \”arrasta-pé\”.

Nem todos vestiam o traje típico, composto de chapéu de caubói, calça justíssima e camisa por dentro da calça. Uns poucos, ao contrário, usavam óculos escuros, bermudão e o cabelo cortado bem ao estilo clubber. A gíria \”abeião\” (\”abelhão\”) descreve quem não é da tribo, mas tenta se comportar como tal. Mesmo assim, há quem arrebente na pista de dança, animada pela dupla local Junior e Rodrigo. Um dos casais lembrou aquelas cenas clássicas – que todos já vimos em algum filme – de contorcionismos no meio do saloon, sob olhares invejosos.

Depois de quase confundir o repórter com um possível conquistador barato, a pedagoga Ana Maria Pereira, 35 anos, confirmou a \”azaração\” como a marca do espaço. Mas, para \”se dar bem\”, muita gente segue a receita errada. \”O homem tem que saber chegar. Infelizmente, muitos bebem todas e tentam agarrar as mulheres\”, reclama. O protesto de Ana tem fundamento. Afinal, fora do saloon, formavam-se verdadeiros corredores poloneses, nos quais uma comitiva de vampiros country aguardava para dar o bote.

Em outro espaço, casais dançavam com empolgação. Mas, ao invés de apenas girar em volta do próprio corpo, atravessavam o lugar ziguezagueando. E os passantes inocentes se viam, de repente, enfrentando uma prova típica das Olimpíadas do Faustão – melhor desviar a tempo.

Mas não se engane, pois o forte da tribo country/sertaneja é o romantismo. \”Venha namorar meu coração\”, diz o refrão de uma das canções executadas durante a noite. Além disso, nem tudo que parece, por essas bandas, é. A coordenadora de merchandising Mônica Ribeiro, 32, contou que gosta da música, porém não considera o country o seu estilo pessoal. O que é estranho, pois ela calçava uma enorme bota vermelha, de fazer inveja a qualquer rainha dos caminhoneiros.

No fim da jornada, todos começam a ceder ao calorão, os sofás ficam lotados e os sobreviventes do saloon rebolam em câmera lenta. Será o tal bagaço de que o tiozinho falava?

Hedmilton Rodrigues

Radialista com 19 anos de experiência com passagens pela Rádio Transamérica FM e Rádio Cidade FM (SP). Editor sobre música sertaneja com passagens pelos portais POP, Oi e R7.

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