Crescem as expectativas para a gravação do DVD de Bruno e Marrone e Chitãozinho e Xororó

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A parceria entre Bruno e Marrone e Chitãozinho e Xororó começou entre as duplas começou em 2015 e agora estará documentada em um DVD inédito.

A gravação acontecerá nos dias 1,2 e 3 de abril, com uma produção arrojada, garante o Bruno. “A produção artística e de cenário é de Raoni Carneiro e está ficando uma coisa de louco. Está lindo e a gente espera que o pessoal goste muito, estamos fazendo com muito amor, a gente está resgatando muitos sucessos que a gente já não fazia, estamos cantando juntos, tanto o Chitãozinho e Xororó quanto do Bruno e Marrone”, explica.

É difícil não notar a empolgação de Bruno com um projeto da gravação do DVD ao lado de uma das maiores duplas sertanejas do país, com mais de 45 anos de história. “Ao mesmo tempo a gente tem que ser muito sábio para não deixar o ego exaltar e ao mesmo reverenciar esses dois. É por isso que dá certo essa união, a gente respeita demais o trabalho deles e eles respeitam muito o nosso, então existe essa doação de amor, de sentimento, de carinho e por isso que dá certo”, diz.
No show, tudo é dividido. Ambas as bandas tocam e a música não é interrompida em nenhum momento. “O palco é dividido realmente, tem a banda do Chitãozinho e Xororó e tem a banda do Bruno e Marrone, cada um com seus instrumentos e eles fazem, a gente uniu o repertório, a gente fez uma junção de 3, 3, 2 ,2 e cada um canta algumas músicas juntos ou várias, tem umas dez músicas juntos, ficou um show bem uniforme e que a gente conseguiu fazer de um jeito que ele não tenha nenhum intervalo. Nenhuma diferença de uma música para outra, ficou muito bom, bem montado”, esclarece.
Os fãs podem esperar sucessos como “Dormi na Praça”, que afinal, nunca pode faltar em apresentações da dupla. Para o cantor, uma canção permanecer na memória da população durante tantos anos é por consequência da origem da composição, que fala sobre as dores e alegrias sobre o amor. “Eu acredito que a música boa e quando ela fala de amor, ela eterniza. Essa música mais baladinha, ela acaba logo, tipo em três, quatros meses a pessoa já não escuta mais. Quando ela fala de balada, de carro, ela é mais passageira, tem uma tendência a não ter uma permanência no mercado”, defende.
Bruno acrescenta que o amor é universal e por isso, eles teriam o poder de sempre renovar os fãs, independente da faixa-etária. “Existe uma coisa bem legal, a sintonia da idade, o filho do Leonardo vai atingir as menininhas de 13 anos, 12 anos, do estilo musical e do timbre, não sei muito explicar isso, sei que ele atrai, da sua música, da sua aparência. Graças a deus estamos mantendo nosso sucesso e renovando nosso público. A gente consegue atrair essa menina com a música jovem que a gente sabe fazer, a gente está nesse meio termo dos antigos com os universitários, do Jorge e Matheus, que ouviu Bruno e Marrone na adolescência e é apaixonado por nós. Quero atingir todo mundo. A música não tem barreiras, é muito da música que você faz”, acredita.

Mesmo afirmando que as baladas universitárias não são eternas, o músico se declara um fã de duplas de Campo Grande, como João Bosco e Vinícius e Munhoz e Mariano. “Nós fomos um dos primeiros a convidar o grupo Tradição a participar do DVD Ao Vivo em Goiânia, em 2006. Eu já gostava demais desse estilo, da vaneira, que é típica daqui, lógico que é do Rio Grande do Sul, mas existem vários grupos e o Tradição foi um dos que representou nacionalmente, depois o Michel seguiu solo. Eu sempre tenho os olhos muito voltados para Mato Grosso do Sul, esse rasqueado e essas músicas outras, universitárias que tem muitos que são daqui. João Bosco e Vinicius, Munhoz e Mariano, eu gosto de todos, a música boa ela independe”, ressalta.