Ameaças cancelam show de Chitãozinho e Xororó.

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Cinco telefonemas anônimos ameaçadores adiaram a apresentação gratuita da dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó, marcada para a noite deste sábado, no Clube Luso-Brasileiro, em Campo Grande. As ligações avisavam: \”O show deve ser cancelado, senão muita gente vai se machucar\”. Por precaução, os organizadores ¿ a Rádio Show FM e a distribuidora JM, ligada à cervejaria Itaipava e que patrocinava o evento – adiaram o evento para 26 de novembro.

   A expectativa era de um público de 12 mil pessoas. Bastava doar 1 kg de alimento não perecível para entrar no clube, que fica na Estrada do Campinho. Segundo a assessoria da rádio, um dos motivos do cancelamento seria a dificuldade de conseguir reforço de policiamento com a PM. No entanto, maior efetivo não foi solicitado ao Regimento de Polícia Montada (RPMont), responsável pela segurança da região.

   Em sua página na Internet, a rádio explica que cancelou o show \”para preservar a integridade de todos os envolvidos nesse espetáculo diante das ameaças que passamos a receber nas últimas horas\”. Alguns integrantes da organização da apresentação acreditam que a intimidação está relacionada à morte de bandido da Favela do Barbante, perto do clube.

   O comandante do RPMont, coronel Dario Cony, nega. \”Apenas um traficante, o Pintado, foi morto num conflito interno. Acho que eles tiveram algum problema para realizar o show e estão colocando a culpa na PM\”. Ele informou que nove PMs estavam destacados para a segurança área externa do clube.

   Um dos telefonemas foi para Eduardo Braga, gerente da JM: \”Liguei para a rádio para avisar sobre a ameaça, e me disseram que também haviam recebido\”.

   Sertanejos lamentam adiamento
   A assessoria dos sertanejos Chitãozinho e Xororó informou que a dupla ficou triste com o adiamento do show, já que ambos gostam muito de cantar no Rio de Janeiro e há alguns meses não se apresentam na cidade. Os artistas cobraram cachê, mas não vão exigir pagamento de multa pelo adiamento.

   Não é a primeira vez que a família dos irmãos cantores sofrem com problemas relacionados com a violência no Rio. Em 2002, Sandy e seu irmão, Junior, escaparam ilesos de arrastão na Linha Amarela, na altura do Complexo da Maré. A cantora machucou o pescoço quando um dos carros que a escoltavam bateu no seu.